domingo, 26 de setembro de 2010

Atmosfera

São vária as Camadas da Atmosfera

A Troposfera, a parte mais densa da atmosfera, tem início na superfície da Terra e se estende até 14,5 km. Sua temperatura decresce com a altura, caindo de 17° a -52° C. A pressão no topo da Troposfera é de apenas 10% da pressão ao nível do mar.
A Estratosfera se estende de 14,5 até 64,5 km. Ela é seca e menos densa que a Troposfera. Sua temperatura cresce lentamente com a altura, até -3° C, devido à absorção da radiação ultra violeta pela camada de ozônio.
A Mesosfera se estende de 64,5 até 80 km de altura. Nesta camada, à medida em que subimos, a temperatura volta a cair, até atingir -93° C no seu topo.
A Termosfera ou Ionosfera começa a 80 km e vai até 600 km de altura. Nesta região a temperatura volta a subir e no seu topo atinge até 1.727° C. É lá que ocorrem as Auroras, fenômenos elétricos geralmente associados à tempestades magnéticas solares. A Ionosfera é responsável pela absorção dos fotons mais energéticos do Sol. Nela existem muitos átomos ionizados e electrons livres e por essa razão consegue refletir ondas de rádio o que torna as comunicações possíveis. Sua estrutura é fortemente influenciada pela atividade solar.
Além da Atmosfera, no topo da Termosfera, está situada a Exosfera a qual se estende de 600 km a 1.280 km, até se confundir com o espaço. Nesta região o Hidrogênio e o Hélio são os principais componentes mas numa concentração muito baixa.
A Tropopausa, Estratopausa e Mesopausa são camadas de separação entre uma dada camada inferior para a superior. A Troposfera e a Estratosfera também é conhecida como baixa atmosfera. A Estratosfera e a Mesosfera também são chamadas de Atmosfera Média. A Termosfera também é chamada de Alta Atmosfera.
A Atmosfera e a Exosfera vistas do espaço. (LPI/NASA)
A Atmosfera e a Exosfera vistas do espaço. (LPI/NASA)
Aurora. (Chris VenHaus)
Aurora. (Chris VenHaus)

As Nuvens

São aglomerações visíveis de gotículas de água e/ou cristais de gelo suspensas na atmosfera cuja forma e tamanho são os mais variados. De acordo com a altitude das nuvens, elas se classificam em:
Nuvens de grande altitude - Cirro-estratos e Cirro-cumulos, se formam a mais de 6 km de altura e são constituídas de cristais de gelo.
Nuvens de altitude intermediária ou Alto-cúmulos e Alto-estratos, se formam entre 2 km e 6 km são constituídas por gotículas de água mas, caso haja muito frio, por cristais de gelo.
Nuvens de baixa altitude ou Estratos e Cúmulos, estão situadas a 2 km de altitude e são formadas por gotículas de água. Quando está muito frio podem conter cristais de gelo e neve.
Chamam-se de Nimbos todas as nuvens de chuva. Cúmulo-nimbos são as grandes nuvens causadoras de tempestades. São geradas a partir da convecção térmica ou do choque de frentes que provoca a ascensão do ar quente. A base dessas nuvens começam a cerca de 2 km e vão até 12 km de altura. À medida em que o ar quente e húmido sobe, encontra regiões mais frias e se condensa em gotas de água ou gelo caindo na superfície como gotas de água ou pedras de gelo (granizo).
Nesta foto podemos ver perfeitamente a inversão das cores do primeiro para o segundo arco-íris. (Mats Mattsson)
Nesta foto podemos ver perfeitamente a inversão das cores do primeiro para o segundo arco-íris. (Mats Mattsson)
Halo solar. (David Miller)
Halo solar. (David Miller)
A coroa lunar. (Mats Mattsson)
A coroa lunar. (Mats Mattsson)
Muitos fenômenos ópticos ocorrem na atmosfera da Terra. Entre eles iremos salientar:
O Arco-íris é um arco circular que aparece no céu em oposição ao Sol, sendo causado pela refração e reflexão da luz solar em gotas de chuva em queda. As cores são as cores primárias (violeta, índigo, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho), do violeta ao vermelho, sendo o vermelho a cor mais externa. Um segundo arco geralmente aparece, acima do primeiro, mas agora as cores são invertidas, indo do violeta ao vermelho. O primeiro arco, sempre o mais brilhante, possui um raio de 42° enquanto que o raio do segundo é de 51°. O arco-íris só pode ser visto do solo quando o Sol estiver a menos de 42° acima do horizonte. A intensidade das cores depende do tamanho das gotas de chuva sendo mais brilhante quanto maior for a gota.
Halo é um anel luminoso, às vezes colorido (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta) com o vermelho sendo a cor mais interna e o violeta a cor mais externa, que aparece rodeando o Sol Halo Solar ou a Lua Halo Lunar. Eles se formam devido à refração da luz nos cristais de gelo que existam nas nuvens tipo cirros que possam ocorrer na alta atmosfera da Terra. Eles possuem variadas dimensões mas o tamanho mais comum do halo é de 22°.
Corona é um anel luminoso em volta do Sol ou da Lua, formado pela difração da luz nas gotas d'água. É um halo menor. Todas as cores do espectro são visíveis, sendo o vermelho a mais externa.
Os Ciclones ocorrem quando existe uma área de baixa pressão rodeada por áreas de alta pressão. O efeito Coriolis faz com que o ar circule na direção contrária à dos ponteiros do relógio, no Hemisfério Norte e, na direção dos ponteiros do relógio no Hemisfério Sul. Cerca de 100 Ciclones Tropicais ocorrem anualmente no planeta. Quando a velocidade dos ventos de um Ciclone Tropical é inferior a 17 m/s (61,2 km/h) se chama de Depressão Tropical. Quando chega a 17 m/s recebe o nome de Tempestade Tropical. Quando os ventos atingem 33 m/s (118,8 km/h) são chamados de furacões, quando ocorrem no Oceano Atlântico Norte, no Nordeste do Oceano Pacífico e de tufões, quando ocorrem no Noroeste do Oceano Pacífico. O efeito causado na superfície da Terra por esses Ciclones depende da velocidade máxima atingida pelo vento. Seu efeito é catastrófico quando o vento atinge mais de 70 m/s (252 km/h) e a maior velocidade medida até hoje foi de 85 m/s (306 km/h). O raio de ação de um ciclone pode chegar a 650 km.
A velocidade dos ventos na Terra é pequena, quando comparada à velocidade até hoje observada em Vênus (360 km/h), Marte (110 km/h), Júpiter (600 km/h), Saturno (1.300 km/h), Urano (580 km/h) e Netuno (2.000 km/h).
Esta foto foi tirada em 23 de julho de 2003 e nos mostra o Super Tufão Imbudo se aproximando da costa Sul da China. A velocidade dos ventos já era de 167 km/h. (Jacques Descloitres/ NASA/ GSFC)
Esta foto foi tirada em 23 de julho de 2003 e nos mostra o Super Tufão Imbudo se aproximando da costa Sul da China. A velocidade dos ventos já era de 167 km/h. (Jacques Descloitres/ NASA/ GSFC)
Neste mapa do planeta vemos o número médio de ocorrência de Furacões e Tufões nas diferentes regiões da Terra. (Jack Williams)
Neste mapa do planeta vemos o número médio de ocorrência de Furacões e Tufões nas diferentes regiões da Terra. (Jack Williams)
Neste mapa mostrando uma parte da Ásia vemos em vermelho os locais onde, num determinado instante, estavam acontecendo relâmpagos.
Neste mapa mostrando uma parte da Ásia vemos em vermelho os locais onde, num determinado instante, estavam acontecendo relâmpagos.
Uma tempestade geralmente exibe raios e trovões. Mais de 16 milhões de tempestades se formam anualmente no planeta, ou cerca de 1.800 por dia. Elas disparam 6.000 raios por minuto ou 100 por segundo. Cerca de 70 a 80% dos raios ocorrem dentro das nuvens e apenas uma pequena parcela atinge o solo. O relâmpago ocorre alguns segundos após a ocorrência do raio. Escutamos o relâmpago porque o raio aquece o ar ambiente a temperaturas de 10.000 a 43.000° C, fazendo o ar se expandir. A expansão e consequente contração gera ondas sonoras e o barulho do raio. Os raios viajam à velocidade de 160.000 km/h. Quando o raio brilha, sua corrente de pico vai de 10.000 a 20.000 Ampères numa fração de milionésimo de segundo, diminuindo logo a seguir. O ruído do trovão pode ser ouvido até 25 km de distância e o brilho do raio iluminando a nuvem pode ser observado até 160 km de distância. Estudos mostram que o número de raios de uma nuvem é proporcional à quantidade de água na forma de chuva que ela pode produzir.
Nuvens carregadas despejam descargas elétricas na superfície da Terra.
Nuvens carregadas despejam descargas elétricas na superfície da Terra.
O cone de sucção de um tornado. (NOAA)
O cone de sucção de um tornado. (NOAA)

Foto tirada na praia Key Colony na Flórida, EUA em 28 de julho de 2000 mostrando duas Trombas D'água. (Jim Edds)
Tornados são nuvens em forma de funil cujo vértice atinge a superfície. Sua cor escura é devido à matéria que ele suga do solo. Seu diâmetro varia de alguns metros até 2 km. Eles são muito rápidos, deslocando-se de 30 a 60 km/h e sua velocidade de rotação pode atingir de 300 a 500 km/h. Assim sendo a velocidade de seus ventos é superior à dos furacões. Todos os anos acontecem cerca de 150 Tornados na Terra sendo que 70% deles ocorrem nos Estados Unidos. Quando na rota dos tornados encontram-se lagos ou rios o tornado suga a água, peixes, etc. levando-os para as alturas.
Muito embora os Tornados que se formam sobre o continente sejam grandes e muito fortes, o mesmo não ocorre com aqueles que se formam sobre o oceano ou lagos. Neste caso recebem o nome de Tromba d'água. Elas são pequenas e seus ventos não ultrapassam 70 km/h.

A FLORESTA E O AR

A importância da atmosfera
Se o homem constitui um ser excepcional no Universo, o ar que o envolve também deve ser considerado como tal.
Se não existisse a atmosfera, não haveria animais nem plantas. Todas as características do mundo, tal como o percebemos, e o próprio ambiente terrestre, dependem essencialmente do ar. Sem a atmosfera, não haveria vento, nuvens ou chuva. Não haveria céu azul, nem crepúsculos ou auroras. Não existiria o fogo, pois toda combustão resulta da união do oxigênio com as substâncias que queimam. Não existiria o som, pois o que chamamos de som é a vibração das moléculas de ar contra o tímpano. Sem ar, enfim, as plantas não poderiam nascer e crescer.
Além de suas demais propriedades, a atmosfera serve de imenso escudo que protege a Terra da violência dos raios solares, absorvendo as radiações de ondas curtas mais perniciosas. À noite, funciona como teto de vidro de uma gigantesca estufa, conservando o calor do dia e impedindo que ele se perca todo no espaço.
Camadas da atmosfera
A camada de ar que compõe a atmosfera tem uma extensão aproximada de 1000 km, porém a sua distribuição não ocorre de forma regular em toda sua amplitude. Assim, na parte próxima ao solo, a camada é mais densa e, à medida que vai afastando-se da superfície, a quantidade de ar vai diminuindo, a presença de oxigênio é menor e o ar fica rarefeito.
A atmosfera terrestre é subdivida em cinco camadas com características próprias, de acordo com a distância da Terra (Figura 3).
Figura 3. Distribuição vertical das camadas da atmosfera
Fonte: Adaptado de WARNECKE (1991).
Troposfera
É a camada mais próxima ao solo e atinge aproximadamente 12km de altitude. É onde ocorre uma intensa movimentação dos elementos componentes do ar, como ventos, tempestades, chuvas , geadas e neve. É na troposfera que os seres e as plantas vivem e retiram o oxigênio e o gás carbônico para a sua sobrevivência.
Estratosfera
Esta camada inicia onde termina a troposfera e atinge 50 km de altitude. Nesta camada quase não existe oxigênio: o ar é muito rarefeito e as temperaturas são muito baixas, atingindo - 50°C. Na estratosfera, está localizada a camada de ozônio e o elemento gasoso predominante é o nitrogênio.
Mesosfera
A partir do final da estratosfera, encontra-se a mesosfera que se estende até 80 km de altitude. Nesta camada, a temperatura é muito baixa, atingindo - 120°C. É nesta camada que se realizam as pesquisas meteorológicas.
Termosfera
Esta camada atinge aproximadamente 640 km acima da superfície do solo e se caracteriza pela alta temperatura, a qual aumenta com o aumento da altitude, podendo chegar a mais de 1000°C nas camadas superiores. Na termosfera, as radiações ultravioletas da luz solar são muito intensas, decompondo as moléculas em átomos e íons. Por isso, é também conhecida como ionosfera. Essa camada é da maior utilidade pelo fato de refletir as ondas de rádio, permitindo a comunicação fácil entre regiões afastadas.
Exosfera
É a última camada da atmosfera terrestre. Nesta camada o ar é extremamente rarefeito, constituindo o limite entre a atmosfera e o espaço cósmico. Na exosfera, a temperatura apresenta grandes variações, podendo atingir 2000°C durante o dia e caindo para -270°C durante a noite.
O estudo das atmosferas da Terra e dos outros planetas só começou a ser desvendado com grande precisão graças às sondas lançadas nos últimos anos. De todos os planetas do sistema solar, apenas Marte parece ter uma atmosfera algo semelhante à nossa, contendo baixo teor de vapor d`água e, possivelmente, traços de oxigênio.

atmosfera terrestre

Composição da atmosfera terrestre

Gás nitrogênio ( N2)

É o gás presente em maior quantidade na atmosfera terrestre (78%). É uma substância fundamental para a vida na Terra, pois o nitrogênio entra na composição das proteínas, principal componente dos organismos vivos.

Gás Oxigênio (O2)

É o gás de fundamental importância para os processos vitais de nosso planeta. O oxigênio é utilizado na respiração da maioria dos seres vivos. Pela respiração os seres vivos produzem a energia necessária para manter os seus sistemas vitais.
Há ainda o gás hidrogênio (H2) e outros gases ditos nobres.

Na atmosfera há uma pequena quantidade:

Gás carbônico (CO2)

Este está presente no ar atmosférico em proporção muito pequena, mas imprescindível para a vida no planeta. O gás carbônico é utilizado pelas plantas e algas microscópicas (seres clorofilados) no processo da fotossíntese, quando parte da energia solar (luminosa) é transformada em energia química que circulará por todos os ambientes nas cadeias alimentares.

Vapor da água
Juntamente com o gás carbônico, o vapor da água é importante para manter a temperatura do planeta. Eles evitam que o calor escape todo para o espaço. O vapor da água também condensa formando as nuvens de onde caem as chuvas.

As camadas da atmosfera

A atmosfera terrestre é subdivida em cinco camadas com características próprias, de acordo com a distância da Terra.

Troposfera

É a camada mais próxima ao solo e atinge aproximadamente 12 km de altitude. É onde ocorre uma intensa movimentação dos elementos componentes do ar, como ventos, tempestades, chuvas, geadas e neve. É na troposfera que os seres e as plantas vivem e retiram o oxigênio e o gás carbônico para a sua sobrevivência.

Estratosfera

Esta camada inicia onde termina a troposfera e atinge 50 km de altitude. Nesta camada quase não existe oxigênio: o ar é muito rarefeito e as temperaturas são muito baixas, atingindo - 50°C. Na estratosfera, está localizada a camada de ozônio e o elemento gasoso predominante é o nitrogênio.

Mesosfera

A partir do final da estratosfera, encontra-se a mesosfera que se estende até 80 km de altitude. Nesta camada, a temperatura é muito baixa, atingindo - 120°C. É nesta camada que se realizam as pesquisas meteorológicas.

Termosfera

Esta camada atinge aproximadamente 640 km acima da superfície do solo e se caracteriza pela alta temperatura, a qual aumenta com o aumento da altitude, podendo chegar a mais de 1000°C nas camadas superiores. Na termosfera, as radiações ultravioletas da luz solar são muito intensas, decompondo as moléculas em átomos e íons. Por isso, é também conhecida como ionosfera. Essa camada é da maior utilidade pelo fato de refletir as ondas de rádio, permitindo a comunicação fácil entre regiões afastadas.

Exosfera 

A exosfera é a última camada da atmosfera terrestre. Nesta camada o ar é extremamente rarefeito, constituindo o limite entre a atmosfera e o espaço cósmico. Na exosfera, a temperatura apresenta grandes variações, podendo atingir 2000°C durante o dia e caindo para -270°C durante a noite.
O estudo das atmosferas da Terra e dos outros planetas só começou a ser desvendado com grande precisão graças às sondas lançadas nos últimos anos. De todos os planetas do sistema solar, apenas Marte parece ter uma atmosfera algo semelhante à nossa, contendo baixo teor de vapor d’ água e, possivelmente, traços de oxigênio.

solo

Tipos de SoloQuais são os tipos de solo, características, solos, argiloso, arenoso, humoso e calcário

Solo humoso: rico em materiais orgânicos e excelente para a agricultura

Caros colegas e parceiros de profissão,venho partilhar um de meus conhecimentos e valorizar a disciplina de Geografia que é atuada em sala de aula.Esse trabalho é direcionado também para jovens.Organizo essa obra com a sensação que poderei passar parte dos meus conhecimentos adquiridos nestes anos de magistério em contato com as crianças com as quais trabalhei ,descobrindo e aprendendo com elas e dessa forma,reformulando nossas verdades a cada dia.Em se tratando de conteúdos de Geografia,que são apresentadas nesta obra,essa troca entre nós e nossos alunos vai se estender agora a voce se seus alunos.E essa corrente de pessoas refletindo sobre o mesmo tema, sem duvida,fará desta proposta de trabalho algo muito mais rico e repleto de soluções diferenciadas,fruto da realidade e das experiências de vida de cada um naquele momento,dando-nos a certeza de que o conhecimento é uma troca entre pares, um conjunto de descobertas feitas por todos,grandes e pequenos, adultos e crianças, para uma construção efetiva de saberes que se solidificam porque foram resultado de muita reflexão.Confio que minha intenção chegará a voces revelando a vontade que tive de encarar esse desafio e de partilhá-locom meus colegas,os mestres brasileiros!